O hibridismo é o resultado do cruzamento entre duas espécie taxonomicamente distintas, tendo ocorrido por interação provocada pela ação do homem ou de forma natural, sendo:
Um híbrido tem seus fatores de fertilidade e esterilidade definidos de acordo com a proximidade genética de seus pais. Ou seja, um indivíduo nascido de um cruzamento intra-espécie tem maior probabilidade de ser fértil enquanto aumentam as chances de infertilidade em um indivíduo nascido de um cruzamento inter-gênero.
A natureza está em constante processo de mutação, sendo influenciada pelos diversos fatores que a cercam. Temos de ter em mente que o processo que leva à geração de híbridos está intrinsecamente ligado não somente à sua interação com outros seres em seu meio, mas também à constância de mudanças em seu habitat pela ação principalmente humana. Podemos entender assim que a ocorrência desses seres não só traz consequências para a natureza mas é, das mudanças dela, uma consequência. Do ponto de vista biológico seres oriundos de cruzamentos entre seres diferentes e que têm a capacidade de se reproduzir, levando adiante a mistura da carga genética de seus pais estão assim originando uma nova espécie. Podemos sugerir a hipótese do cruzamento de Chiroxiphia pareola x Antilophia cf. galeata, tendo como resultado, indivíduos macho e fêmea férteis que cruzam, passando assim a carga genética para frente. Logo, o resultado da descendência, sendo fértil, é uma nova espécie com toda a sua especialidade genética distinta tendo como elo os seus avós diferentes entre si. Fugindo do campo da hipótese esse seria sem dúvidas um paradoxo.
As espécies alóctones são aquelas que, oriundas de outro ambiente e introduzidas em um novo, se adaptam de tal forma que passam a influenciar o meio e seus nativos. São comuns exemplos em plantas. Temos como exemplo de ave introduzida o pardal (Passer domesticus). A pressão que exerce no que tange as condições de favorecimento ao hibridismo podem ser entendidas (de forma hipotética, não havendo bibliografia sobre o assunto) na sua eficácia adaptativa, o que sugere um sufocamento às especies nativas tendo essas que procurar, talvez, outras formas de alimento e socialização, tornando-se portanto vulneráveis ao fenômeno. Outro fator preponderante e até comum é a pressão antrópica quando o ser humano, para fins de colecionismo ou exibição, força o cruzamento entre duas espécies distintas. Do ponto de vista ambiental essas ações trazem uma constante negativa onde, englobando-se o encarceramento das aves e a mistura genética desmedida, tem-se a perda gradual das características originais do indivíduo e o seu desaparecimento, já que, estando encarcerado, não procura populações nativas em sua área de ocorrência para fins reprodutivos de fato.
O hibridismo pode ser considerado, embora controverso, um passo do processo evolutivo e mesmo de seleção natural, atendendo claro à condição de que os indivíduos dele oriundos sejam férteis ou semi-férteis (a condição básica para se passar às futuras gerações a carga genética adquirida dos pais). Em Darwin, temos o entendimento de que os seres mais adaptados são aqueles que recebem de seus pais as melhores características, suportando assim as adversidades naturais e passando assim para as demais gerações essa resposta preponderante à sobrevivência. Ocorre, no entanto, ao se contrapor o fator natural de seleção à abrupta mistura de caracteres de um e outro indivíduos distintos, cada um dentro do seu estágio adaptativo, o que se esperar do indivíduo resultante no que tange à sua interação com o meio, tendo ele a capacidade de fecundar? Pensar em um híbrido como uma espécie em potencial abre um amplo questionamento biológico. No caso do rei-dos-tangarás (mistura de soldadinho com tangará) se tivermos um desses indivíduos macho e um desses indivíduos fêmea, em hipótese, cruzando, temos uma nova especie. Pressupõe tal hipótese ao questionamento de que, aves próximas entre si em características físicas e mesmo de interação com o meio possam ter a mesma matriz biológica.
| Espécie A | Espécie B | Possível Híbrido |
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Aceso em 08 ago. 2013